5 Dicas para Escolher os Tipos de Exercícios Ideais para Você

Por: Vinicius Zart

CREF: 014991 - G/RS

CEO Ferramentas Fitness

09/09/2015

7 min. de leitura

Entre tantos tipos de exercícios e opções de modalidade, afinal, qual é a melhor delas, qual é a ideal?

Provavelmente você já fez a si mesmo(a) essa pergunta, indeciso(a) sobre qual exercício fazer.

Neste artigo vou te dar algumas dicas bem simples, que irão te ajudar a escolher os tipos de exercícios ideais pra você, e vou falar de algumas características pessoais que interferem nessa decisão.

Se quiser saber se está fazendo a modalidade certa para suas necessidades ou iniciar com o pé direito, acompanhe atentamente as orientações.

  • Que atendam seus objetivos

Este é o ponto de partida para a escolha! Certamente você tem algum objetivo ou mais de um com a prática de exercícios.

Todos nós temos. Se não tiver, defina um primeiro, pois a escolha depende disso.

Escolher tipos de exercícios não condizentes com o seu objetivo é um dos piores e mais comuns erros.

O ideal sempre vai ser consultar um professor de educação física para analisar as características principais das modalidades e te orientar se é condizente com o que pretende de resultados.

Caso isso não seja possível no momento, pesquise sobre as modalidades que está em dúvida.

Muitas atendem mais de um objetivo, outras são mais específicas. Algumas são mais dinâmicas, outras são mais calmas.

Algumas são mais favoráveis à melhora do condicionamento cardiorrespiratório e outras do condicionamento muscular.

Algumas para emagrecimento, outras para aumento de massa muscular.

Se você achava que era só fazer qualquer exercício, independente do objetivo, que teria o resultado esperado, agora já sabe que não é assim que funciona.

Para tudo existem meios mais apropriados para os fins desejados.

  • Que seu histórico de saúde permita

O objetivo direciona a escolha, mas quem aprova ou reprova ela é o seu histórico de saúde.

Digamos que é a segunda etapa da seleção e deve haver um casamento entre os dois (objetivo e histórico).

Dependendo da doença que você tenha ou desgaste articular, dentre outros problemas, há algumas limitações nos tipos de exercícios.

Não adianta você escolher algo que atenda seus objetivos, mas agrave sua saúde. Melhorar uma coisa e piorar outra não é uma escolha inteligente.

Neste aspecto, se você não conhecer bem as características e limitações dos seus problemas, também é mais adequado que procure um professor para orientar o que e como fazer.

Como a diversidade de doenças e limitações é muito grande, é impossível te dar alguma orientação mais exata sobre o que fazer, sem ter o conhecimento do seu histórico.

O que posso aconselhar é você se conhecer melhor, conhecer as características da sua patologia e escolher uma modalidade que te traga resultados seguros e graduais.

  • Adequados ao seu estilo de vida

As suas preferências, os seus gostos, o que mais te agrada, é possível fugir disso? Pela minha experiência na área, definitivamente não!

Este aspecto, embora seja simples, tratando-se de uma escolha assertiva de tipos de exercícios, é como a “cereja para o bolo”.

O bolo (objetivos e histórico) é fundamental, é a base para os resultados positivos, mas a cereja (adequada ao estilo de vida) é o que faz você comer de novo, de novo e de novo.

É o que faz você treinar, treinar e treinar.

Ninguém permanece por muito tempo fazendo o que não gosta e é bem provável que você já tenha passado por isso.

Iniciou alguns tipos de exercícios por que alguém falou que proporcionavam resultados ótimos, mas no fundo você não se sentia bem no ambiente, não era o que mais te agradava e você parou.

Não há nada de errado em não se agradar com algo, cada um tem um perfil, um estilo de vida.

Você só irá manter uma regularidade em qualquer exercício fazendo o que gosta, o que te proporciona algum prazer durante a prática.

Se você não se sente bem, por exemplo, em ambientes fechados como academias ou similares, faça alguma atividade ao ar livre.

Opções de esportes e exercícios em parques, na praia e em contato com a natureza não faltam.

  • Que sejam o mais personalizados possível

Somos únicos, temos preferências e necessidades únicas, como vimos até aqui.

Então, será que faz sentido você fazer uma rotina igual a de todo mundo como em uma aula coletiva, por exemplo?

Esse tipo de modalidade é ótimo em termos motivacionais, pois o professor e colegas podem transmitir uma energia contagiante.

Também proporciona um convívio social muito maior do que modalidades individuais.

Porém, em termos de atender as particularidades de cada indivíduo, nunca vão se comparar a um treinamento personalizado para você.

Em aulas coletivas todo mundo faz a mesma coisa, com poucas exceções se a turma for pequena.

Se a turma for grande é impossível destinar orientações específicas para cada um, pois o que se preconiza é a dinâmica e continuidade da aula, sem interrupções para explicações individuais.

Não sou contra esse tipo de modalidade coletiva, sou contra apenas a não se fazer nada, ser sedentário e ver a sua saúde se deteriorar a cada ano.

Porém preciso explicar os prós e contras de cada tipo, para que você escolha a que melhor atende suas prioridades, se é motivação externa ou melhorar algumas especificidades suas.

Até porque os exercícios que são feitos nas aulas coletivas, com trampolins, bolas, cordas, steps e outros acessórios variados são ótimos.

Mas esses mesmos exercícios também podem ser realizados individualmente, em um volume e intensidade mais específicos para suas necessidades físicas.

Portanto, se optar pelas coletivas, priorize fazer com turmas pequenas, para que se possa ter um mínimo de personalização em alguns exercícios.

  • Que desenvolvam mais de uma capacidade física

Como falei anteriormente, algumas modalidades são mais versáteis e atendem a mais de um objetivo.

Podem proporcionar o desenvolvimento de mais de uma capacidade física, conforme for estruturada a sua periodização.

Se você gosta de alguns tipos de exercícios que são mais restritos em termos de capacidades físicas, também não é um problema, desde que faça outros que complementem.

“Por que isso professor”? Porque um corpo inteligente, que consegue realizar tranquilamente todas atividades diárias e também as esportivas é um corpo que desenvolve as capacidades físicas em harmonia e equilíbrio.

Você certamente já viu aquelas pessoas bem fortes, mas que parecem uma mistura de “Corcunda de Notre Dame” com “Tiranossauro Rex”. Uma postura totalmente curvada para frente e os bracinhos curtos.

Tirando alguma anormalidade congênita, isso significa o desenvolvimento excessivo de algumas capacidades (força e hipertrofia muscular) em detrimento de outras importantes (flexibilidade muscular e mobilidade articular).

Esse é um exemplo de um “corpo burro”, pois é limitado e não consegue cumprir algumas funções básicas para as quais ele foi projetado, além de ser bem feio esteticamente.

Um corpo inteligente, de uma maneira geral, precisa desenvolver força e resistência muscular, resistência cardiorrespiratória, além de estabilidade e mobilidade em todos os seus segmentos.

Isso seria um corpo funcional, que consegue realizar várias funções, além de ser extremamente saudável e bonito esteticamente.

Seguindo essas 5 dicas você vai fazer uma escolha de tipos de exercícios muito mais assertiva do ponto de vista de segurança, eficiência e satisfação.

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